ÁGUA: DONA DA VIDA




Domingo, Abril 22, 2007




Cheryl Ravelo/Reuters
Garoto rema a procura de materiais plásticos para reciclagem, nas Filipinas





Sábado, Abril 21, 2007



SP tem o primeiro casamento ecologicamente correto



A brasileira Sabrina Campos, de 26 anos,
e o espanhol Rafael Velasco Megías, engenheiro de 33,
quiseram trocar alianças sem causar danos à natureza


No lugar da limusine, metrô e triciclo. Vestido pomposo, nem pensar. Ele era de fuxico com cauda de pet. Nos pés, sandálias de pneu reciclado. Na cabeça, uma tiara de madrepérola, feita por presidiárias do Distrito Federal. E, na entrada da noiva, muito maracatu. Hoje à tarde, o Parque Trianon, na Avenida Paulista, virou palco do primeiro casamento ecologicamente correto de São Paulo. Sob o olhar de curiosos e muita chuva, a paulistana Sabrina Campos, de 26 anos, e o espanhol Rafael Velasco Megías, engenheiro de 33, trocaram alianças."A chuva é bem-vinda", disse aos curiosos que surgiram no percurso que fez a pé, do Hotel Mercure, na Alameda Itu, onde se arrumou, até a Paulista.

Como presidente de um instituto que promove ações de inclusão social, Sabrina não queria trazer prejuízos ao planeta com sua festa de casamento. "Pensamos tudo de maneira socialmente justa, economicamente viável e ecologicamente correta." Os gastos com água, energia, emissão de poluentes serão devolvidos à natureza com o plantio de árvores. Até agora, o casal já deve 30 novas árvores ao planeta. Falta contar os gastos da lua-de-mel. Os noivos gastaram R$ 5 mil na festa. E contaram com o patrocínio de 14 ONGs e empresas.

Sabrina e Rafael trocaram as alianças de fibra de coco, compradas por R$ 1 na Praça Benedito Calixto, ao som de um tango, cantado pelo avô da noiva, José Botelha, de 84 anos. O vestido da noiva foi produzido por uma cooperativa de costureiras do Capão Redondo, na zona sul. O cabelo e a maquiagem ficaram por conta dos jovens do Projeto Tesourinha, de São Paulo. Os adolescentes do projeto Café Aprendiz serviram os convidados. Pratos e copos eram biodegradáveis, feitos à base de amido. E as lembrancinhas? Massagens feitas por massoterapeutas cegos da Clínica Quinteto Maravilha.


Fonte: Agência Estado

Colégio estadual forma primeiros técnicos


Volta Redonda


O Colégio Estadual Rondônia estará formando em maio as primeiras turmas do curso técnico de meio ambiente, cerca de 100 profissionais. A instituição é a única da rede estadual de ensino do Rio que oferece o curso pós-médio profissionalizante, dedicado a quem já concluiu o ensino médio.
- Estamos preparando nossos alunos para a tomada de decisões no meio industrial, na área rural e em consultorias, num tema que se tornou uma tendência e preocupação da atualidade, o meio ambiente. Estamos formando mão-de-obra qualificada para preservação do meio ambiente - disse o diretor do colégio Rondônia, Ricardo Murilo da Silva Lisboa.
De acordo com a coordenadora do curso de meio ambiente, Monique Amaral, as disciplinas do curso possuem o foco na gestão ambiental empresarial, em vista do aspecto industrial da região, além da preservação ambiental, com enfoque no Rio Paraíba do Sul, embasado na gestão de recursos hídricos e a recuperação da mata ciliar.
A estudante Andréa Cristina Silva Elias, de 39 anos, conta que o curso que é gratuito, possibilita uma oportunidade de qualificação para o mercado de trabalho, em uma área promissora na região. "Os professores são todos especialistas e nos oferecem um vasto conhecimento sobre os problemas ambientais, muito discutidos hoje em dia".
O processo seletivo para as novas turmas terá início em julho e as aulas em agosto. Serão abertas três turmas, dividas entre os turnos da manhã e noite, atendendo a 120 alunos. Para realizar a prova de seleção é preciso comparecer à escola, localizada na Rua Dourados, n° 155, no São Geraldo, no período das inscrições (julho). Mais informações podem ser obtidas pelos telefones 3348-9589 ou 3348-1691.

Municípios são capacitados para descentralização da gestão ambiental


Barra Mansa


Terminou na tarde de ontem, no Sest/Senat, o primeiro módulo do Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais (PNC), cujo objetivo foi de buscar formas de descentralizar a gestão ambiental no Médio Paraíba. Participaram do programa, representantes das secretarias e coordenadorias de Meio Ambiente de 17 cidades da região, que se reuniram no processo de treinamento durante cinco dias. "Os profissionais dessa área foram preparados para definir de que forma os municípios poderão ter autonomia para determinadas questões voltadas ao meio ambiente", disse o coordenador de Meio Ambiente de Barra Mansa, Sylberto Gomes da Silva.
De acordo com o prefeito Roosevelt Brasil (PMDB), embora o Brasil tenha uma boa legislação ambiental, alguns pontos ainda precisam ser revistos. "Capacitar a sociedade, descentralizando diversas ações ambientais, vai ser de suma importância para tenhamos num futuro próximo mais armas voltadas para a defesa do meio ambiente", destacou o prefeito. Também participaram do encontro outros órgãos como a Feema, representantes do governo do estado, Anmama (Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente) e a Apremerj (Associação de Prefeitos de Municípios do Estado do Rio de Janeiro), entre outras entidades.
De acordo com Sylberto, o Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais existe há dois anos e é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente. Nos cinco dias de capacitação, os representantes dos municípios participaram de aulas, palestras e oficinas para transforma-los em multiplicadores em suas cidades.

IEF vai administrar área protegida em Paraty


A Área Estadual de Lazer de Paraty Mirim, uma área protegida que abriga várias comunidades tradicionais e é parte de um importante destino ecoturístico da Costa Verde, vai passar para o Instituto Estadual de Florestas (IEF), órgão da Secretaria do Ambiente. Criada em 1972 como um parque estadual, a unidade passou a ser denominada área estadual de lazer quatro anos depois. Situada a 15 quilômetros do Centro de Paraty, a área pertence ao Instituto de Terras do Estado do Rio de Janeiro (Iterj). O importante patrimônio cultural e paisagístico inclui várias ruínas de valor histórico.
O processo de transferência está em andamento, de acordo com a presidente do IEF, Yara Valverde, que destacou ser esse mais um passo para a unificação da gestão das áreas protegidas através do Sistema Estadual das Unidades de Conservação.





Sábado, Abril 07, 2007



China participará de conversações pós-Kyoto


REUTERS

TÓQUIO - A China, o segundo maior emissor de gás poluente do mundo, participará das negociações para estabelecer um calendário que busca limitar o aquecimento global depois de 2012, informou neste sábado o jornal Yomiuri Shimbun.


Especialistas no assunto apresentaram na sexta-feira um alerta mais severo sobre o impacto do aquecimento global, no qual culpam a emissão de gases derivados de combustíveis fósseis que provocam o efeito estufa.


A China, que neste ano poderá superar os Estados Unidos como o maior emissor de gás carbônico do mundo, não faz parte do Protocolo de Kyoto (que termina em 2012), o mais importante plano para limitar esse tipo de emissão.


Segundo o jornal, Pequim expressará sua intenção de participar das negociações para estabelecer um plano pós-Kyoto em um comunicado conjunto a ser apresentado durante a visita do primeiro-ministro chinês, Wen jiabao, ao Japão na próxima quarta-feira.


Especialistas vêm dizendo que qualquer acordo posterior a Kyoto só terá êxito se os principais emissores, incluindo China, Índia e Estados Unidos, estiverem envolvidos.







ONU alerta sobre o clima


As Nações Unidas fazem um grave alerta sobre as conseqüências do aquecimento global. O relatório da ONU divulgado hoje prevê que um bilhão de pessoas podem ficar sem água. Podem desaparecer 30% de todas as espécies de vida.

Em alguns lugares o impacto é visível. O gelo que derrete para nunca mais se formar nas montanhas. Mudanças na chegada da primavera, na migração das aves.

Mas para projetar o que está por vir, os cientistas usaram também supercomputadores. Estimam que a temperatura média do planeta vai subir entre 1.8ºC e 4ºC. E as conseqüências vão ser sentidas mais pelos pobres do que pelos ricos.

O aumento da temperatura vai fazer aumentar também a produção de grãos nos Estados Unidos, responsável por um quarto das emissões de gases que provocam o efeito estufa.

Mas na África, a colheita vai cair pela metade até 2050, afetando até 250 milhões de pessoas. Nações formadas de pequenas ilhas vão desaparecer, junto com 30 por cento de todas as espécies de vida: animais e vegetais.

Bilhões de pessoas vão sofrer com o que é chamado de condições climáticas extremas: ondas de calor, tufões, furacões, tempestades muito fortes. Mais uma vez, os pobres são mais vulneráveis.

No Sul e Sudeste do Brasil há previsão de aumento das chuvas, que provocam deslizamentos e inundações principalmente nas favelas.

Uma grande parte do planeta vai ter diminuição das chuvas. No Nordeste do Brasil, a má notícia é de que o sertão vai virar deserto. A reposição de água dos depósitos subterrâneos deve cair em 70% até 2050., quando grande parte da Amazônia ocidental deve ter se transformado em cerrado.

O relatório assusta mas não pode ser acusado de exagerar as previsões. Pelo contrário: como todos os pontos precisam ser aprovados por todos os representantes dos governos, o relatório acaba sendo mais conservador do que os cientistas gostariam de ver e muitos pontos importantes ficam de fora.

Mas mesmo os representantes de entidades ambientalistas dizem que o relatório de hoje, que é um resumo de outro muito maior, cumpre seu papel.

Há 1,5 mil páginas cheias de detalhes. Qualquer político sério, que se importa com o lugar onde vive e quer proteger as pessoas e o ambiente, vai ler tudo, diz a cientista do WWF.

E descobrir que se é impossível parar o aquecimento global, todos temos um papel a cumprir impedindo que ele seja mais grave e mais devastador.




Sexta-feira, Abril 06, 2007



Natureza ameaçada


Uma das mais respeitadas organizações de defesa do meio ambiente do mundo, WWF, divulgou nesta quinta-feira o que considera as dez maravilhas da natureza mais ameçadas de destruição pelo aquecimento global.


As tartarugas marinhas desovam nas praias. Quando o nível dos oceanos subir não haverá mais praias. O alimento delas e de outras espécies marinhas também está ameaçado, junto com os arrecifes de corais da grande barreira da Austrália ao Caribe.
O relatório do WWF lista as dez maravilhas do mundo natural ameaçadas pelo efeito estufa, e mostra como a espécie humana vai sofrer o impacto.

As geleiras do Himalaia já encolhem dez metros por ano. Da água originada da cadeia de montanhas mais alta do mundo depende um terço da população do planeta. O deserto de Chiuaua, na fronteira do México com os Estados Unidos, vai ficar ainda mais seco, e grande parte da floresta amazônica perderá a vegetação densa, se transformando em cerrado.

Na divulgação do relatório em Bruxelas o WWF ressaltou a urgência em reduzir a emissão de gases que provocam o efeito estufa em 30% até 2020. ¿Se não começarmos já, a janela de oportunidade pode se fechar no futuro¿, alertou a cientista-chefe em mudança climática do WWF.

As mudanças climáticas vão afetar tanta gente em tantos países provocando doenças e migrações, criando refugiados que pela primeira vez o Conselho de Segurança da ONU decidiu tratar do tema numa de suas reuniões. Vai ser ainda este mês. Têm acento permanente no Conselho de Segurança os dois maiores poluidores do planeta: Estados Unidos e China.

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