ÁGUA: DONA DA VIDA




Terça-feira, Julho 18, 2006



Alunos de Curso Técnico de Meio Ambiente tiram férias na Mata Atlântica


O Programa Florestas do Futuro da Fundação SOS Mata Atlântica capacitará cerca de 70 alunos do Curso Técnico de Meio Ambiente da Escola Estadual Rondônia durante as férias do mês de julho. Os alunos farão treinamento intensivo durante as férias para atuarem como agentes multiplicadores da Mata Atlântica.

Também espera-se que através desta capacitação o maior número de alunos dos cursos de meio ambiente da região sul fluminense sejam conscientizados sobre a situação do bioma Mata Atlântica no estado do Rio de Janeiro bem como o estado das matas ciliares na bacia hidrográfica do Rio Paraíba do Sul.

Uma das monitoras de educação ambiental, a bióloga Raquel Almeida, salienta a importância desta iniciativa do Programa Florestas do Futuro para todo o interior do estado ao investir na capacitação de alunos de cursos técnicos de meio ambiente da região proporcionando o acesso a temas pouco explorados.

Com a produção de 400 mil mudas nativas da Mata Atlântica no Viveiro Comunitário de Resende os agentes formados pelo Programa Florestas do Futuro auxiliarão no processo de conscientização das comunidades urbana e rural sobre a importância do reflorestamento para a proteção das nascentes , recomposição da mata ciliar e para a manutenção da biodiversidade na região, disse a Coordenadora de Educação Ambiental Rita Souza.

O curso terá duração de 60 horas e terá início no dia 17 de Julho, segunda-feira e será ministrado pela equipe do EDUCA MATA ATLÂNTICA.

Boas Férias!

Para conhecer mais sobre a Fundação SOS Mata Atlântica e o Programa Florestas do Futuro, visite os sites www.sosma.org.br e www.florestasdofuturo.org.br




EDUCA Mata Atlântica
educa.matatlantica.com.br@gmail.com

Rita Souza
souza_rita@yahoo.com.br

Raquel Almeida
rcalmeida@gmail.com




Sábado, Julho 15, 2006



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Foto de 2003, plantio de 200 mudas às
margens do Rio Paraíba,
em Volta Redonda, RJ.





Domingo, Julho 02, 2006



Florestas do Futuro forma primeira turma de agentes multiplicadores da
Mata Atlântica


O Programa Florestas do Futuro da Fundação SOS Mata Atlântica forma neste sábado (1º de julho) sua primeira turma de agentes multiplicadores da Mata Atlântica, no Colégio Agrícola Nilo Peçanha, em Pinheiral (RJ). Os 34 formandos são alunos do curso técnico de Meio Ambiente e Agropecuária e passaram por um curso de 60 horas, ministrado pela educadora ambiental Rita Souzza, coordenadora das atividades do Florestas do Futuro na região Sul Fluminense. "Eles foram capacitados sobre questões como o estágio de degradação atual da Mata Atlântica, os ciclos econômicos e o histórico de desmatamento, as comunidades que habitam o bioma, seus tipos de vegetação, os ecossistemas associados e também receberam técnicas de comunicação oral e apresentação", comenta a instrutora. Os novos agentes multiplicadores farão o atendimento aos visitantes da escola, realizarão palestras e participarão de atividades de educação ambiental na região. Este curso integra as ações promovidas pelo Programa Florestas do Futuro com patrocínio da Repsol YPF do Brasil na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul. Também estão sendo plantadas 15 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica em áreas de mata ciliar.

ECOS DA MATA
nº 97
Junho/2006


Água, essa preciosidade
Cuidar dos recursos hídricos e de sua distribuição é preservar o nosso futuro

MARCELO GLEISER*


Semana passada tive a oportunidade de conversar com um colega meu, Ben Bostick, professor de geoquímica aqui em Dartmouth.
Ben tinha acabado de voltar do Camboja, onde pesquisa a qualidade da água. Devastado por quatro décadas de guerra, esse país do Sudeste Asiático sofre com muitos problemas. Porém, dentre eles, a falta de acesso a água potável para 70% da população, em torno de 10 milhões de pessoas, é o mais sério. Especialmente nas áreas rurais, as pessoas bebem água de regiões alagadas para plantações de arroz, de poças ou poços rasos, escavados sem qualquer fiscalização. Fora a poluição normal, causada por fertilizantes, inseticidas, fezes de animais e lixo, os habitantes têm de lidar com outro problema, a poluição natural por arsênico, que vem do solo e se mistura com a água. É aqui que entra o trabalho do Ben, o estudo dos processos que liberam o arsênico do solo, permitindo que ele se misture com a água a ser bebida pelas pessoas.
"É importante lembrar que o solo é uma entidade viva", disse. Em geral, o arsênico se combina com outras substâncias que ocorrem no solo, sem causar grandes problemas para a água. São os micróbios que vivem no solo, que se alimentam das substâncias que prendem o arsênico a ele, que causam o problema. O arsênico se mistura com a água, que adquire uma coloração turva. Apenas 1% da população tem acesso a água em casa. Alguns, mais ricos, cavam seus poços e acabam bebendo água envenenada. Os outros bebem a água que acham, em rios ou poças. Uma em dez crianças com menos de um ano morre devido a infecções intestinais e má-nutrição, e 50% têm problemas de crescimento. Nos últimos 10 anos, a diarréia matou mais crianças no mundo do que o número de mortos em todos os conflitos desde a Segunda Guerra Mundial.
Existem dois grandes problemas com relação à água: falta dela e má qualidade. O problema do Camboja é a qualidade. Grupos de voluntários viajam pelo país cavando poços em locais seguros. Por R$ 400 é possível cavar um poço que fornece água potável para 1.500 pessoas. Filtros simples de barro, distribuídos pela Cruz Vermelha, também ajudam muito. Soluções simples requerendo poucos recursos.
Segundo estimativas da Cruz Vermelha Internacional, 40% da população mundial vive em áreas com escassez de água. Até 2025, o número aumentará para dois terços da população mundial, cerca de 5,5 bilhões de pessoas. Em 2003, o acesso à água foi declarado um direito fundamental dos homens. Um direito e uma necessidade. O leitor interessado pode consultar o portal da Cruz Vermelha.
E o Brasil? Nosso país é abençoado por uma quantidade enorme de água. Mesmo assim, devido à falta de planejamento, à devastação do solo e à poluição de nascentes e rios tanto em áreas rurais quanto urbanas, o problema é sério. Cerca de 20% da população ainda não tem acesso à água potável. Em áreas rurais pobres, o número aumenta muito, chegando a 90% segundo algumas estimativas (www.landaction.org).
Dentre os projetos que visam a amenizar o problema, vale mencionar a campanha que pretende construir 1 milhão de cisternas para armazenar águas pluviais na região semi-árida dos estados de Minas Gerais e da região Nordeste, beneficiando 18 milhões de pessoas, a maior população vivendo em área semi-árida do mundo. As cisternas coletam água perto das casas e são seladas de forma que a luz (que permite o crescimento de plantas) e os insetos não possam penetrar. A água é um bem de valor incomparável. Sem ela, a vida é impossível. Cuidar dela e da sua distribuição é preservar o nosso futuro.
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*MARCELO GLEISER é professor de física teórica do Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "O Fim da Terra e do Céu"







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