Governo lança programa de educação ambiental para professores
Os Ministérios da Educação e do Meio Ambiente lançaram nesta segunda-feira, 26 de julho, o programa "Vamos cuidar do Brasil com as escolas", que vai formar 32 mil professores em educação ambiental até o fim deste ano. Segundo a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, esta é uma forma de criar valores nos adultos do amanhã, para que tenham, no seu cotidiano, o "compromisso de cuidar da vida, da natureza e da sua própria existência".
De acordo com a ministra, o conteúdo do curso será diluído entre as disciplinas ensinadas nas escolas. "Na prática, nós vamos ter os conteúdos da educação ambiental plasmados nos diversos conteúdos, em atividades específicas para as crianças", explicou.
Marina Silva lembrou que, durante a Conferência Nacional do Meio Ambiente, realizada no ano passado, foram debatidas formas de cuidar dos recursos hídricos, da fauna e da flora, temas que serão transmitidos por meio dos cursos. "O meio ambiente deve ser um compromisso do governo como um todo, e é isso que estamos fazendo aqui", disse Marina. De acordo com a ministra, esse esforço consta da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).
Durante esta semana 200 pessoas, representantes de secretarias estaduais e municipais de Educação, universidades, secretarias estaduais de Meio Ambiente, Conselhos Jovens e Organizações Não-Governamentais serão formadas e ficarão responsáveis por coordenar e articular os processos de formação em seus Estados para 1.800 novos formadores. Num sistema de rede, eles trabalharão diretamente com os 64 mil professores e alunos das escolas que aderiram ao projeto. Durante a Conferência Nacional do ano passado, 16 mil escolas participantes elegeram dois professores cada para participarem deste processo de formação.
De acordo com Fernando Haddad, ministro interino da Educação, a meta inicial é de atingir estas 16 mil escolas, atingindo assim 32 mil professores. "Esta é uma meta ambiciosa para um primeiro momento mas ainda muito aquém das necessidades do país, que tem cerca de 200 mil escolas", declarou.
Segundo ele, a criação, este ano, da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), teve por objetivo trabalhar os assuntos conhecidos como transversais, que passam por todo o ciclo educacional. "A questão ambiental é um deles. Todo o ciclo educacional, desde a educação infantil até a pós-graduação, tem
que estar voltado para a discussão do desenvolvimento sustentável do ponto de vista ecológico", explicou Haddad.
Fonte: Comunidade Ambiental
Ainda não tivemos resposta alguma do Deputado Federal Carlos Nader sobre o e-mail enviado em 13/07 referente à materia da agência câmara tratando do Projeto de lei (3573/04), que cria a disciplina de meio ambiente nas escolas indo contra a Nº 9.795, DE 27 DE ABRIL DE 1999, que dispõe sobre a educação ambiental.
Tempo Real - 13/7/2004 15h14
Aluno de escola pública pode ter aula de meio ambiente Projeto de lei (3573/04), apresentado pelo deputado Carlos Nader (PFL-TO), determina a inclusão da matéria de meio ambiente nas escolas de ensino fundamental e médio da rede pública. A proposição encontra-se na Comissão de Educação e Cultura e tem como relator o
deputado Kelly Moraes (PTB-RS). De acordo com a proposta, o conteúdo e o programa sobre meio ambiente deverá ser elaborado pela Secretaria Estadual de Educação. O conteúdo da disciplina será ministrado durante um ano, pelo menos, em cada etapa de ensino, com carga horária mínima de duas horas semanais para
a parte teórica. A intenção, segundo o deputado, é conscientizar a população sobre a importância da preservação do meio ambiente, da reciclagem do lixo e
dos cuidados para evitar a degradação do ambiente. "Priorizando a formação e a informação às nossas crianças nos bancos escolares, com certeza formaremos uma nova mentalidade em relação a importância da natureza e do equilíbrio desta para vivermos com mais saúde", argumenta.
Trâmite
A proposta também será examinada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Por tramitar em caráter conclusivo, se aprovado na CCJ, o projeto segue direto para análise do Senado Federal.
Da Redação/ RCA
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