ÁGUA: DONA DA VIDA




Quinta-feira, Maio 27, 2004



O Projeto Um Olhar para o Rio Paraíba do Sul esteve presente na passagem do balão Panda da Expedição Ambiental da ONG WWF-Brasil pela região sul-fluminense, na cidade de Resende, RJ

Campanha Água Para a Vida, Água Para Todos

A expedição tem como objetivo alertar a sociedade para a importância dos mananciais na vida das pessoas e na sobrevivência das cidades, e sobre como o seu mau uso pode afetar o desenvolvimento do país.

O Balão Panda, com 28m de altura, tem capacidade para 3000m³ de ar quente e leva até 5 passageiros, voando normalmente a uma altitude entre 150m e 600m, e velocidade de até 30 km/h.


Fotos


A presença do balão no Parque das Águas atraiu várias pessoas.


Quase pronto para o vôo


Da esquerda para a direita: Angelo Lima, consultor Técnico do CEIVAP e Secretário Executivo da ONG "O Nosso Vale! A Nossa Vida; Cláudio Serrichio, coordenador do CEIVAP, Dr. Eduardo Meohas, presidente do CEIVAP e Prefeito de Resende; Samuel Barreto, coordenador da Expedição do WWF; Vereador Thuller; Membro da Equipe da Expedição, Secretário de Meio Ambiente de Resende e Raquel Almeida, coordenadora do Projeto "Um Olhar para o Rio Paraiba do Sul"









A Expedição passou por Resende, RJ no dia 25/05, terça-feira, e fez um vôo panorâmico pela cidade por cerca de 30 minutos com o objetivo de realizar um mapeamento fotográfico e em vídeo das áreas de mananciais da área entre Rio e São Paulo.





Duas representantes do Projeto "Um Olhar para o Rio Paraíba do Sul", Raquel Almeida e Monique Amaral, estarão presentes neste fim de semana na Oficina da Câmara Técnica de Educação Ambiental do CEIVAP: "Elaboração de Diretrizes para Análise e Encaminhamentos de Projetos e Programas de Educação Ambiental, Mobilização, Capacitação e Comunicação Social voltados para Gestão de Recursos Hídricos do CEIVAP"

Apresentação

Os membros da Câmara Técnica de Educação Ambiental que participaram da última reunião realizada no dia 31 de março de 2004 resolveram apresentar um projeto para realização de uma oficina destinada à elaborar diretrizes para projetos das áreas de EA, Mobilização, Capacitação e Comunicação Social do CEIVAP, buscando desta forma clarear seu papel no âmbito do CEIVAP, abrir a possibilidade de ampliação de sua área de atuação e discutir formas de aplicação dos recursos oriundos da cobrança pelo uso da água, que já acontece na Bacia do Rio Paraíba do Sul desde março de 2003, em programas Educação Ambiental, Capacitação, Mobilização Social e Comunicação.

Objetivos

1. Elaborar participativamente as diretrizes que norteiem as análises e/ou a formulação de projetos e programas, bem como ações específicas para assuntos de comunicação, capacitação, educação ambiental e mobilização social na gestão de recursos hídricos a serem implementadas no e/ou pelo Plano de Bacia do Rio Paraíba do Sul.

2. Clarear o papel da Câmara Técnica de Educação Ambiental no âmbito do CEIVAP.

Produto

Documento contendo as diretrizes que nortearão a atuação da Câmara Técnica de Educação Ambiental do CEIVAP e de apoio às ações da AGEVAP.

Justificativa

Considerando que a função estratégica de apoio ao exercício de gestão de recursos hídricos da educação ambiental, da mobilização social, de programas de capacitação e da democratização da informação, é fundamental para o processo de construção e consolidação desse processo decisório, a eficiência e a precisão das ações da Câmara Técnica de Educação Ambiental para auxiliar à Plenária do CEIVAP, bem como as ações da AGEVAP na tomada de decisão no âmbito da Bacia Hidrográfica do rio Paraíba do Sul.

Considerando a implementação da Política Nacional de Educação Ambiental no âmbito da Bacia Hidrográfica do rio Paraíba do Sul e nesse sentido, a necessidade do Comitê buscar conhecer, articular e apoiar as ações de educação ambiental, capacitação, mobilização e comunicação em desenvolvimento na Bacia.

Considerando que no âmbito do CEIVAP a Câmara Técnica de Educação Ambiental foi recentemente reconstituída e não possui ainda um arcabouço institucional adequadamente operante, faz-se necessário a elaboração de diretrizes específicas abrindo a possibilidade de ampliação de sua área de atuação.

Metodologia

A metodologia de elaboração das propostas de diretrizes da CT EA/CEIVAP terá duas fases:

A primeira com a realização de uma oficina para a construção participativa das propostas e a segunda fase, com a sistematização e formulação do documento final resultante do processo. Nesta fase, será constituída uma comissão com quatro integrantes: o coordenador da oficina mais três integrantes da CT EA. A Comissão de Sistematização se reunirá para finalizar o documento e o apresentará na próxima reunião da CT EA para sua apreciação, validação e aprovação. Os três membros (um por estado da bacia) da Comissão serão eleitos ao final da oficina.

Para participação na Oficina serão convidados prioritariamente os membros da Câmara Técnica de Educação Ambiental, num total de 33 membros (entre titulares e suplentes). Para convidar outras pessoas ligadas ao tema dependerá da confirmação dos membros da Câmara Técnica de Educação Ambiental, pois a Oficina comporta no máximo 40 vagas.

Como ação preparatória na Oficina, os participantes deverão tomar conhecimento dos documentos que tem como função subsidiar o debate e o aprofundamento das metas estabelecidas. Os documentos serão divulgados por via eletrônica e com antecedência.

A programação da Oficina está descrita a seguir:

Programação

Projeto Elaboração de Diretrizes para Análise e Encaminhamentos de Projetos e Programas de Educação Ambiental, Capacitação, Mobilização e Comunicação Social voltados para Gestão de Recursos Hídricos do CEIVAP

1a fase: OFICINA

Dias 28 e 29 de maio de 2004

Duração: 10 horas

Dia 28: das 13:00 horas às 18 horas

Dia 29: das 8:00 às 13:00 horas.

Local: Hotel Flórida ¿ Rua Ferreira Viana, 81 ¿ Bairro Catete ¿ Rio de Janeiro/RJ

Tel: 21 2555-6000

Vagas: 40 membros (sendo que 33 são para os membros da Câmara Técnica de Educação Ambiental).

Dia 28 de maio - sexta-feira

12:00h - Chegada

13:00h - Recepção com almoço.

14:00h - Mesa de Abertura - Presidente do CEIVAP Eduardo Meohas; Presidente da AGEVAP João Carlos Rodrigues; Coordenadora da Câmara Técnica de Educação Ambiental Georgina H. F. Mucci; Coordenadora Técnica da Oficina: Rosana Garjulli Superintendência de Gestão/ANA

14:30 h Palestra: Conceitos e Cenários da Educação Ambiental, Capacitação, Mobilização e Comunicação Social na Gestão de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul.

Palestrantes: Cláudia de Abreu, mestranda do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil/FGV (confirmada!)

Andréa Carestiato, Pesquisadora e Educadora Ambiental - Ipanema

15:30h - Intervalo e café

16:00h - Histórico e Panorama Atual das CTs de Planejamento e Investimento, Institucional e Legal e o Escritório Técnico

Coordenadores das CTs do CEIVAP.

Cláudio Serricchio - Coordenador do Escritório Técnico do CEIVAP

André Pinhel - Coordenador da Câmara Técnica de Planejamento e Investimento

Luiz Eduardo Corrêa Lima - Coordenador da Câmara Técnica Institucional e Legal

Georgina H. F. Mucci. - Coordenadora da Câmara Técnica de Educação Ambiental

17:00h - Debate

18:00h - Fechamento do primeiro dia de trabalho.


Dia 29 de maio - sábado

8: 00h - Atividades em Grupos de Trabalho (GTs), divididos da seguinte forma:

1o Grupo - Diretrizes para Comunicação Social.

2o Grupo - Diretrizes para Mobilização Social.

3o Grupo - Diretrizes para a Educação Ambiental.

4o Grupo - Diretrizes para a Capacitação

Moderador: Francisco Carlos Bezerra e Silva (Cacá do Ceará)

10:45 - Intervalo para café

11:00h - Apresentação e debate das propostas de diretrizes dos GTs.

12: 30h - Eleição dos membros da Comissão de Sistematização.

12:45h - Avaliação e Encerramento da Oficina.

13:00h - Almoço de encerramento e de celebração do evento.

2a fase: Elaboração do documento com os resultados da Oficina




Domingo, Maio 23, 2004



Campanha Água para a Vida, Água para Todos passará por cidades do RJ e SP.
Terça-feira, 25/05, em Resende, RJ

WWF-Brasil

A água não é um bem de consumo, e não deve ser tratada como tal. Na verdade, a água é um importantíssimo recurso natural, essencial para a vida.

Infelizmente, durante as últimas décadas a falta de educação ambiental e de políticas adequadas fez com que os recursos hídricos no Brasil sofressem um significativo processo de deterioração. A concepção equivocada de que a água era apenas um bem de consumo levou governos, políticos, indústrias e a própria população a ignorarem este recurso vivo. O desperdício, a distribuição desigual da água e as práticas de utilização do solo - desmatamento, utilização de agrotóxicos, expansão urbana, deposição inadequada de dejetos - causaram uma depreciação na qualidade e quantidade dos recursos hídricos brasileiros.

Para conscientizar o povo brasileiro sobre os principais problemas relacionados aos recursos hídricos, o WWF-Brasil lançou em 2003 a campanha "Água Para a Vida, Água Para Todos". Prevista para durar quatro anos, a campanha vai contar com etapas nacionais intercaladas com módulos regionais específicos. A meta é disseminar, entre a população, a idéia de que a água é suporte para a vida e não uma mercadoria a ser consumida.



O WWF-Brasil tem a honra de convidá-lo(a) a participar das atividades de sua Expedição Ambiental, como mais uma ação da Campanha Água Para a Vida, Água Para Todos.

A Expedição* tem por objetivo chamar a atenção da sociedade sobre a importância que os mananciais têm para a vida das pessoas, a sobrevivência das cidades e como seu mau uso pode afetar o desenvolvimento sócio-econômico do País. A Expedição Ambiental irá fazer um levantamento fotográfico do percurso entre o Rio de Janeiro e São Paulo, passando pelas áreas de manancial da região metropolitana do Rio, Resende, Vale do Paraíba, Piracicaba e da Grande São Paulo.

Favor confirmar presença pelo telefone: (61) 364 7400 (Gadelha Neto)

22/05/04 Rio de Janeiro (RJ) - Barra da Tijuca

23/05/04 Sistema de Abastecimento Guandu (RJ)

24/05/04 Represa de Juturnaíba (RJ)

25/05/04 Resende (RJ)

27/05/04 Aparecida do Norte (SP)

31/05/04 a 05/06/04 Piracicaba (SP) - participação no Campeonato Brasileiro de Balonismo

06/06/04 São Paulo (SP)

* Datas sujeitas a alterações em função de condições climáticas.




Quinta-feira, Maio 20, 2004


Mudanças

Apresentamos o novo logotipo do projeto:

Desenvolvido pelo Anselmo da
LÓGIKA PUBLICIDADE, nossa nova parceira no projeto.





O Projeto foi convidado para estar presente no stand do SAAE na XII EXPO AGRO 2004, de 02 a 06 de junho, na Ilha São João, em Volta Redonda.

Será uma oportunidade de todos conhecerem de perto o nosso trabalho.

Estamos buscando patrocínios para este evento e para o projeto em geral. Já que é do conhecimento de todos que este trabalho é voluntário e sempre contamos com parcerias.

A principio, precisamos de banners, faixas, camisetas e material para montarmos um mural de fotos.

Toda ajuda será bem vinda e quem estiver interessado deve entrar em contato pelo e-mail: projetorioparaiba@ig.com.br

Estamos com um projeto piloto de curso de formação de agentes ambientais comunitários que só depende de patrocínio para acontecer.


Considerando que a mobilização social e programas de capacitação e da democratização da informação, são fundamentais para o processo de construção da gestão participativa tanto na área ambiental, quanto em recursos hídricos;
Considerando que este ano a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil está apresentando como tema da Campanha da Fraternidade, Água: Fonte de Vida;
Considerando que a Campanha tem mobilizado e demandado um número imenso de palestras;
Considerando a necessidade de capacitar mais atores para tanto responderem esta demanda, quanto induzirem outras.


O curso tem como finalidade capacitar agentes multiplicadores para a distribuição da informação e mobilização da sociedade.




Terça-feira, Maio 18, 2004



Reflexão


Depois da lei de Gerson, a lei de Zeca Pagodinho


por Prof. Nailor Marques Junior

Diz uma história que numa cidade apareceu um circo, e que entre seus artistas havia um palhaço com o poder de divertir, sem medida, todas as pessoas da platéia e o riso era tão bom, tão profundo e natural que se tornou terapêutico. Todos os que padeciam de tristezas agudas ou crônicas eram indicados pelo médico do lugar para que assistissem ao tal artista que possuía o dom de eliminar angústias.

Um dia porém um morador desconhecido, tomado de profunda depressão, procurou o doutor. O médico então, sem relutar, indicou o circo como o lugar de cura de todos os males daquela natureza, de abrandamento de todas as dores da alma, de iluminação de todos os cantos escuros do nosso jeito perdido de ser. O homem nada disse, levantou-se, caminhou em direção à porta e quando já estava saindo, virou-se, olhou o médico nos olhos e sentenciou: "Não posso procurar o circo... aí está o meu problema: eu sou o palhaço".

Como professor vejo que, às vezes, sou esse palhaço, alguém que trabalhou para construir os outros e não vê resultado muito claro daquilo que faz.

Tenho a impressão que ensino no vazio (e sei que não estou só nesse sentimento) porque depois de formados meus ex-alunos parecem que se acostumam rapidamente com aquele mundo de iniqüidades que combatíamos juntos. Parece que quando meus meninos(as) caem no mercado de trabalho a única coisa que importa é quanto cada um vai lucrar, não importando quem vai pagar essa conta e nem se alguém vai ser lesado nesse processo.

Aprenderam rindo, mas não querem passar o riso à frente e nem se comovem com o choro alheio. Digo isso, até em tom de desabafo, porque vejo que cada dia mais meus alunos se gabam de desonestidades. Os que passam os outros para trás são heróis e os que protestam são otários, idiotas ou excluídos, é uma total inversão dos valores. Vejo que alguns professores partilham das mesmas idéias e as defendem em sala de aula e na sala de professores e se vangloriam disso.

Essa idéia vem me assustando cada vez mais, desde que repreendi, numa conversa com alunos, o comportamento do cantor Zeca Pagodinho, no episódio da guerra das cervejas e quase todos disseram que o cantor estava certo, tontos foram os que confiaram nele. "O importante professor é que o cara embolsou milhões", disse-me um; outro: "Daqui a pouco ninguém lembra mais, no Brasil é assim, e ele vai continuar sendo o Zeca, só que um pouco mais rico", todos se entreolharam e riram, só eu, bobo que sou, fiquei sem graça.

O pior é quando a gente se dá conta que no Brasil é assim mesmo, o que vale é a lei de Gérson: "O importante é levar vantagem em tudo, certo?" (Lei de Gerson...! dá para rir...?).

A pergunta é: É possível, pela lógica, que todo mundo ganhe ? Para alguém ganhar é óbvio que alguém tem de perder. A lógica é guardar o troco a mais recebido no caixa do supermercado; é enrolar a aula fingindo que a matéria está sendo dada; é fingir que a apostila está aberta na matéria dada, mas usá-la como apoio enquanto se joga forca, batalha naval ou jogo da velha; é cortar a fila do cinema ou da entrada do show; é dizer que leu o livro, quando ficou só no resumo ou na conversa com quem leu; é marcar só o gabarito na prova em branco, copiado do vizinho, alegando que fez as contas de cabeça; é comprar na feira uma dúzia de quinze laranjas; é bater num carro parado e sair rápido antes que alguém perceba; é brigar para baixar o preço mínimo das refeições nos restaurantes universitários, para sobrar mais dinheiro para a cerveja da tarde; é arrancar as páginas ou escrever nos livros das bibliotecas públicas; é arrancar placas de trânsito e colocá-las de enfeite no quarto; é trocar o voto por empregos, pares de sapato ou cestas básicas; é fraudar propaganda política mostrando realizações que nunca foram feitas: a lógica da perpetuação da burrice.

Quando um país perde, todo mundo perde. E não adianta pensar que logo bateremos no fundo do poço, porque o poço não tem fundo.

Parafraseando Schopenhauer: "Não há nada tão desgraçado na vida da gente que ainda não possa ficar pior". Se os desonestos brasileiros voassem, nós nunca veríamos o sol. Felizmente há os descontentes, os lutadores, os sonhadores, os que querem manter o sol aceso, brilhando e no alto.

A luz é e sempre foi a metáfora da inteligência. No entanto, de nada adianta o conhecimento sem o caráter. Que nas escolas seja tão importante ensinar Literatura, Matemática ou História quanto decência, senso de coletividade, coleguismo e respeito por si e pelos outros.

Acho que o mundo (e, sobretudo, o Brasil) precisa mais de gente honesta do que de literatos, historiadores ou matemáticos. Ou o Brasil encontra e defende esses valores e abomina Zecas, Gérsons, Dirceus, Dudas, Rorizes todos os que chamam desonestidades flagrantes, de espertezas técnicas, ou o Brasil passa de país do futuro para país do só furo.

De um Presidente da República espera-se mais do que choro e condecoração a garis honestos, espera-se honestidade em forma de trabalho e transparência.

De professores, espera-se mais que discurso de bons modos, espera-se que mereçam o salário que ganham (pouco ou muito) agindo como quem é honesto.

A honestidade não precisa de propaganda, nem de homenagens, precisa de exemplos. Quem plantar joio, jamais colherá trigo.

Quando reflexões assim são feitas cada um de nós se sente o palhaço perdido no palco das ilusões. A gente se sente vendendo o que não pode viver, não porque não mereça, mas porque não há ambiente para isso. Quando seria de se esperar uma vaia coletiva pelo tombo, pelo golpe dado na decência, na coerência, na credibilidade, no senso de respeito, vemos a população em coro delirante gritando "bis" e, como todos sabemos, um bis não se despreza. Então, uma pirueta, duas piruetas, bravo ! bravo !

E vamos todos rindo e afinando o coro do "se eu livrar a minha cara o resto que se dane".

Enquanto isso o Brasil de irmã Dulce, de Manuel Bandeira, do Betinho, de Clarice Lispector, de Chiquinha Gonzaga e de muitos outros heróis anônimos que diminuíram a dor desse país com a sua obra, levanta-se, caminha em silêncio até a porta, vira-se e diz:

- "Esse é o problema... eu sou o palhaço".

"É NA INFÂNCIA, EM CASA E NAS SALAS DE AULA QUE SE COMEÇA A FORJAR O CARÁTER DE UM HOMEM, MAS É NO MOMENTO EM QUE CONVIVEMOS COM SUAS DECISÕES QUE PODEMOS AVALIAR SE ESTAMOS DIANTE DE UM NOBRE OU DE UM POBRE HOMEM SEM VALORES"





Sexta-feira, Maio 14, 2004


Racionamento de água está afastado

Segundo Ceivap, volume de água em reservatórios de SP e no Funil evitará o racionamento durante a estiagem

A expectativa do Ceivap (Comitê para Integração da Bacia do Paraíba do Sul) é de que não haja racionamento no período de seca deste ano na região. Isso porque a Represa do Funil está com bom acúmulo de água, com 98,15% da capacidade, e os reservatórios do estado de São Paulo (Santa Branca, Paraibuna e Paraitinga) estão com 47% de acúmulo de água, 7,44% acima do percentual desta mesma data em 2003. As informações são do coordenador do Escritório de Apoio do Comitê, Cláudio Serricchio.

Segundo ele, vários procedimentos técnicos realizados na Represa do Funil, como o de evitar o esvaziamento, deixaram a situação mais confortável. Serricchio disse que a acúmulo de água se deu porque a região teve uma precipitação pluviométrica acima da média no final do mês de fevereiro e início de março. "O volume que temos hoje afasta a possibilidade de racionamento de água, mas ainda não podemos afirmar com toda certeza", completou o coordenador.
Serricchio comentou que, afastado o fantasma do racionamento de água, também estão descartados os eventuais prejuízos para todos que dependem da bacia do Paraíba do Sul. "Mas isso não significa que a população não precise continuar economizando", disse o coordenador.

"A situação dos reservatórios de água da bacia do Paraíba do Sul está evoluindo de modo bem satisfatório e é uma vitória, já que em janeiro e início de fevereiro deste ano o nível dos reservatórios de Paraibuna, Santa Branca, Jaguari, no estado de São Paulo, e Funil, no Sul Fluminense, estavam, no total, com 29% de sua capacidade útil", arrematou Serricchio.

De acordo com ele, tudo indica que a situação, que vinha se agravando há sete anos consecutivos, vá melhorar. Em 2003, chegou-se ao final do período da seca com apenas 14% de volume útil dos reservatórios, o menor índice verificado na bacia nas últimas décadas, chegando a colocar em risco o abastecimento de água de alguns municípios.

Entretanto, o presidente do Ceivap, o prefeito de Resende, Eduardo Meohas, ressalvou que o índice absolutamente seguro para que não houvesse racionamento seria de 60% somadas as médias dos reservatórios de São Paulo. "Paraibuna, por exemplo, está com 31,8%, quando o ideal seria de 50%", afirmou Meohas.

Fonte: Diário do Vale





Quarta-feira, Maio 12, 2004





Ontem, em evento organizado pelo CREA-RJ, a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em palestra com a mediação do Presidente do CREA-RJ, Reynaldo Barros e com a participação do Presidente do Jardim Botânico, Liz Vieira, do Deputado Carlos Minc e do Presidente da APEDEMA e Membro do CONAMA, Gerhard Sardo, falou sobre as diretrizes do Governo Lula na área ambiental, além de se responder a questionamentos polêmicos como transgênicos, desmatamento na Amazônia, política indigenista e outros.

Na questão dos transgênicos, por exemplo, Marina Silva disse que está sendo adotada a polítca da prevenção, afinal os efeitos benéficos ou maléficos destes produtos ainda não foram amplamente pesquisados e conhecidos. Desta forma, de maneira lúcida e clara, ela se posicionou a favor do desenvolvimento, da pesquisa e do combate à fome, mas sem precipitar decisões que possam afetar irreversivelmente o desenvolvimento sustentável e/ou a saúde da população. Ela defendeu também que os transgênicos devem passar pelo licenciamente ambiental, assim como os demais setores produtivos, como forma de evitar abusos e distorções.

Quanto à política indigenista, emocionada, a Ministra lembrou que a cada século, um milhão de índios são exterminados no Brasil e que temos uma dívida histórica em relação à essa questão.

No auditório lotado do CREA-RJ, vimos pessoas de diversas ONGs, políticos, estudantes, pesquisadores e ambientalistas, todos unidos pelo interesse comum de se discutir os rumos do desenvolvimento do país visando a sua sustentabilidade. E, como muito bem colocou a Ministra, não podemos pensar em sustentabilidade ambiental sem fazer isso de forma transversal, atingindo e debatendo com os outros ministérios, a fim de obter uma política integrada. Isso porque a sustentabilidade ambiental depende da social, econômica e política.

A palestra, inclusive com as muitas perguntas que foram encaminhadas e não tiveram como ser respondidas, serão disponibilizadas no site do CREA-RJ no endereço
www.crea-rj.org.br

Ana Alves
Arquiteta e Urbanista
cidade_verde@yahoo.com.br




Quinta-feira, Maio 06, 2004



Boas Notícias


Lula poderá anunciar plano para o Paraíba

O presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, disse que vai pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que ele próprio anuncie o Plano de Recomposição das Matas Ciliares do Rio Paraíba do Sul, que banha o Rio, São Paulo e Minas Gerais. João Paulo Cunha recebeu, em seu gabinete em Brasília, os superintendentes do Ibama do Rio e de São Paulo, respectivamente Édson Bedin e Ana Alice, e a superintendente-adjunta do Ibama-Rio, Márcia Moreira. Eles foram entregar o projeto de recuperação do Paraíba, de onde é captada 80% da água consumida no Rio.

- O presidente da Câmara se entusiasmou com o projeto e garantiu não só dar apoio político como também pedir ao presidente Lula que o lance oficialmente - disse Bedin.

Segundo Márcia Moreira, boa parte do projeto será paga com o dinheiro das multas aplicadas à Petrobras por danos ambientais provocados pela estatal.

O plano de recuperação do Paraíba do Sul será lançado, no Rio, durante seminário que será realizado nos dias 11, 12, 13 e 14 de junho no Centro Cultural Branco do Brasil (CCBB). João Paulo Cunha e a ministra do Meio Ambiente, Marina da Silva, confirmaram presença.


Aqui, a mesma notícia, do jornal local Diário do Vale:

Nova tentativa de recuperação do Paraíba


Convite


A Gerência Executiva do IBAMA/RJ, em parceria com as Gerências do IBAMA SP e MG, e apoio do CEIVAP, tem o prazer de convidar para o Seminário do Programa de Conservação de Recursos Florestais e Hídricos que será realizado no período de 11 a 14 de maio no Centro Cultural do Banco do Brasil localizado à Rua Primeiro de Março, 60/4º andar, Centro, Rio de Janeiro. Será uma ótima oportunidade de discutir e propor diretrizes que possam colaborar com a implantação de um amplo programa de recomposição de matas ciliares nas Bacias Hidrográficas Fluminenses e em especial a Bacia do Rio Paraíba do Sul.

Programação completa e ficha de inscrição devem ser solicitadas no e-mail: edson.azeredo@ibama.gov.br




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